domingo, 11 de março de 2018

A metamorfose das Borboletas


Obs: Artigo escrito para o jornal Extra - Pará, a convite da minha amiga Edilena Angelim.


Dizem que ninguém que não tenha pelo menos um livro publicado pode se autodenominar escritor, mas eu discordo. Dizem também que o ofício de um escritor é como outra profissão qualquer, mas eu também discordo. Escritor é todo aquele que possui em si um vulcão literário dentro da alma, é todo aquele que, em um momento qualquer, sente escorrer no pensamento a lava quente das ideias como uma explosão mansa e silenciosa, cuja força e necessidade vencem o sono, o cansaço, o frio e o maior dos inimigos, a preguiça, e o faz levantar-se ás pressas e ir correndo escrevê-las antes que a lava esfrie e vire pedra morta no esquecimento, porque é aquela ideia que não se repete, é aquela ideia única, é aquele momento sagrado da inspiração. Eu nunca soube de um médico ou de um pedreiro que só conseguissem fazer um bom trabalho quando se sentissem inspirados, e também nunca soube que estas coisas só acontecessem com autores publicados, existem muitos conceitos defasados para os dias de hoje, quando já se deveria ter admitido que escrever é uma arte. Pessoalmente conheço muitos autores publicados que não merecem o título de escritor, autores até de best-sellers que definitivamente o são por ofício, mas de forma alguma por vocação, há uma diferença muito grave aí que precisa ser discutida, não vou entrar neste mérito agora, mas vale refletir sobre o tema.
Dentro do cenário virtual tenho observado o novo movimento da criação literária do qual eu também faço parte, não apenas escrevendo, mas também através do meu blog, o Phalavraria, que possui um grupo e uma página na rede social. Pelas atividades do blog tive um maior contato com esta nova geração de escritores e pude apreciar boas obras, algumas excepcionais, produzidas de forma independente através das modalidades recém surgidas no mercado após a criação do livro eletrônico no final do século XX. Estas novas modalidades que incluem a autopublicação e a publicação em plataformas literárias são algumas das portas por onde entram nossos novos autores nesse mercado dinâmico do universo virtual de uma forma praticamente instantânea, o que não lhes garante em absoluto, qualquer tipo de sucesso, mas no mínimo tem colaborado para estimular pessoas e escreverem cada vez mais. A grande questão nisso tudo é que, a mesma tecnologia que multiplicou a produção literária, também minimizou o hábito da leitura de textos continuados, criando ai uma disparidade entre a relação de oferta e procura, e com isso, um enorme abismo entre leitores e escritores, especialmente no Brasil. A frustração entre os autores eletrônicos é uma constante visível e a concorrência com outras formas de comunicação chega a ser desleal, em um cenário onde impera a preferência pelos vídeos, a que se citar aqui uma frase de um amigo escritor, José Falero, que disse: “Tenho que fazer um vídeo para falar de literatura”. Este é o contexto em que a realidade virtual nos insere quando o assunto é produção literária. A crisálida ganhou asas e voou, mas elas foram podadas pelos ventos de uma cultura minimalista, onde ler já não é mais requisito básico para o desenvolvimento intelectual de um indivíduo.


quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

PENDURICALHOS / Crônica: por Ana Campos





A vida é um sopro de energia vital em um monte de carne, ossos e nervos, envoltos numa pele com poucos orifícios, apenas os indispensáveis para a entrada dos elementos necessários a sua manutenção, e um cérebro de onde o espírito coordena o seu funcionamento. O que nos distingue uns dos outros são apenas os penduricalhos, a massa externa do corpo físico posta como vitrine para o mundo, sobre a qual se criaram os conceitos de beleza, de gênero, de raça, de estatura... Todo o resto trata-se do trabalho diário, do exercício cotidiano a que nos submetem, numa lapidação mental que vem dar a cada um de nós uma personalidade, uma postura intelectual e uma paisagem diferente do mundo que nos cerca. Poucas coisas há que de fato sejam nossas, talvez certas características in natura, intrínsecas ao nosso EU, no mais, tudo é construído, tudo é superficial.
Tomando esta ideia por verdade, pensemos agora: Quantas pessoas há neste momento que se julgam infelizes? Que se julgam frustradas, insatisfeitas, indignadas, pessoas que se sentem decepcionadas... Gente que não conseguiu comprar o carro que queria nem a casa própria, que perdeu ou que nunca teve o amor da sua vida, que não teve o carinho da família, nem tantos amigos quanto gostaria? Que viveu uma vida de privações ou que teve uma infância infeliz? Gente que passou por maus bocados, que sofreu tormentos, que enfrentou ou enfrenta doenças, enfim, gente que de alguma forma se sente injustiçada? Em contra partida, quantas mais, também neste momento, sentem-se superiores, porque têm o que muitos não têm? Gente que tem dinheiro, fama, saúde, amigos, amores, virtudes...? Não é difícil perceber que vivemos hipnotizados, brigando com fantasmas criados pela nossa convivência uns com os outros.
De todas estas pessoas infelizes neste momento, quantas delas param para pensar, não naquilo que não têm, mas naquilo que têm como a capacidade de respirar sentindo o ar adentrando os pulmões, muitas delas com o privilégio de que este ar seja uma brisa fresca que também lhe refresca o calor da pele. Quantas param para saborear um copo d’água, percebendo-a a irrigar-lhes a garganta e hidratar cada célula dos seus corpos? Quantas, numa noite fria, mal se apercebem voltando pra cama, para debaixo dos cobertores quentes, enquanto tantos se fustigam pelas calçadas geladas da cidade? Quantas, ao invés de lamentar a falta da mistura no prato, não celebram a comida que esta ali e que é o suficiente para sustentá-las? Quantas pessoas acreditam que felicidade é ter a quem se ama do lado sem mensurar que se amassem a todos os que lhes cercam isto jamais lhe faltaria, porque sempre haveria por perto um ou outro ser amado? Elas pegam todo o seu amor e dedicam a uma meia dúzia de pessoas com laços de sangue ou afinidades amigas e se estas pessoas se vão, sentem-se só. Imaginem como seria se elas amassem a todos os seus semelhantes? Esta pessoa provavelmente nunca mais se sentiria sozinha, não é mesmo? Nascemos sozinhos, depois nos apegamos fisicamente aos outros e passamos a depender da presença física destes outros para nos sentirmos bem, como se eles fizessem parte de nós, porém, os sentimentos são etéreos e independem de presença, de contato físico ou visual, e somos livres para amar, não dependemos de recíprocas, contudo continuamos presos a ilusão da necessidade da presença dos nossos seres amados para termos alguma felicidade.
Nosso medo da morte é outro ponto comum de dor inventada, seja da nossa própria morte ou daqueles a quem amamos. Tememos a morte porque ela cessa a vida, esta mesma vida que nos submete a dor, ao envelhecimento, ás tristezas, ás doenças, ao desamor... Tememos a morte porque desejamos o futuro, acreditamos nele, o planejamos, o louvamos, apostamos todas as nossas fichas nele, e aí está mais uma prova de que vivemos hipnotizados pelas nossas ilusões, tememos a morte porque queremos o futuro sem nem ao menos saber que tipo de futuro realmente será o que nos espera. Há coisas tão piores que a morte, mas a isso nunca consideramos, apenas tememos a morte, a nossa e a dos outros, porque vivemos atracados com os fantasmas da nossa imaginação. Acreditamos conhecer o futuro, por isso o desejamos, sobre a morte, no entanto, somos abrigados a reconhecer que a desconhecemos, e tememos sempre o desconhecido que assumimos.
Até aqui estamos divagando sobre os penduricalhos mais expressivos e para não me alongar além da conta, me abstenho de falar daqueles mais supérfluos, das infelicidades causadas pelos desejos mais fúteis como os que o sistema social impele ás nossas mentes, não vou entrar nos méritos de quem se tem por infeliz ao não acompanhar seus sonhos de consumo ou não ter as atenções mais calorosas, nem a família dos comerciais de margarina. Quero concluir este pensamento colocando uma comparação bastante óbvia, mas pouco requerida: Todo ser humano que nasce com vida é igual a todos os outros, ele crescerá e viverá como todos os outros, e se nesta passagem vai beber champanhe francês ou água com açúcar, se vai se casar aos vinte anos e comemorar bodas de diamante, se vai dormir em berço de ouro ou sob as marquises das lojas, se será phD em matemática, ou um analfabeto, comandar um império ou trabalhar no chão de fábrica, se vai escrever seu nome na história ou ser enterrado como indigente, não faz a menor diferença, porque nada disso muda o fato de que o tempo que o nosso sopro de energia vital irá permanecer sustentando este monte de carne com ossos e nervos e orifícios..., é basicamente o mesmo para todos nós, nunca mais que cem cento e dez anos no máximo, e para onde vamos todos? Para o mesmo desconhecido, além da cova, da gaveta ou do fogo do crematório, nada podemos dizer de quem é melhor ou pior, tudo é uma questão do seu lugar na fila, e esta fila nunca deixa de andar. Sei que haverá quem diga que, por isso mesmo, aquele que puder ter uma estadia mais confortável na Terra pelo tempo que permanecer aqui é o que tem a vantagem na história, mas eu lhes digo meus caros, o universo é justo de mais, porque nenhum destes penduricalhos nos garante isso, tanto é verdade que vemos pelo mundo pessoas abastadas financeiramente se jogando pelas janelas dos edifícios e catadores de papel sorrindo pelos cotovelos, vemos pessoas sadias sem nenhuma vontade de viver e doentes se esforçando em serem úteis, enfim, o universo é tão justo que a única coisa capaz de garantir que esta nossa estadia na Terra seja proveitosa, é de graça e acessível a qualquer um que o deseje, seu nome é sentimentos, seu nome é AMOR, mas não o amor que se recebe e sim o amor que se dá, para as pessoas, para o mundo, para a vida, e para nós mesmos.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

VERSA- Renato de Mattos Motta


Olá pessoas. Hoje estamos retomando as atividades do Blog, vamos ter por aqui muitas novidades, novas parcerias, matérias sobre assuntos diversos, novos contos, crônicas e é claro, muita poesia boa. Lembrando que este é um espaço de apoio à literatura nacional, especialmente a novos autores e que estamos sempre abertos a quem queira juntar-se a nós, seja prestigiando-nos com sua leitura ou nos trazendo seu trabalho para divulgação. E para começar o ano de 2018 com o pé direito, trago a vocês a primeira resenha de um livro de poesia. Então vamos a ela?




TÍTULO: Versa

AUTOR: Renato de Mattos Motta

GÊNERO: Poesia

Nº DE PÁG: 108




SOBRE O AUTOR



Renato de Mattos Motta nasceu e vive em Porto Alegre. É publicitário, poeta, artista plástico e quadrinista, além de já ter trabalhado em teatro. Foi 2º lugar em Conto no I Concurso Mario Quintana de Literatura DCE/ADUNISINOS; publicou “Pau de Poemas”, álbum de xilogravuras com poemas; “Os Cantos da Carochinha”, histórias infantis recontadas em verso e ilustradas em xilogravura; “Salamanca”, adaptação em quadrinhos de J. S. Lopes Neto; o pornopoema “Virtude Virtual”; além de uma coleção de fotopoemas e da “Coleção Fogo do Verbo” – caixas de fósforos com poemas. Participou como apoiador além de realizar leituras e oficinas nos festivais Porto Poesia e Porto Alegre dá Poesia. Juntamente com Michelle Hernandes coordena o Grupo Gente de Palavra, que mensalmente faz um sarau em Porto Alegre e edita a revista de mesmo nome.




SOBRE O LIVRO:









Fosse uma música, talvez eu pudesse dividir esta obra em quatro tons distintos, porém harmônicos, conforme o autor dividiu suas temáticas. A poesia concreta de Renato Mattos Motta vai além do cimento a que costumeiramente encontramos neste gênero, ele consegue de uma forma muito peculiar, humanizar nossas desumanidades e até mecanizar nossas fragilidades. Em ”cidad (ea (gonia” Renato nos traz seu protesto, não apenas  contra o sistema social, mas, no que pude pressentir em toda a extensão da sua fúria poética, um protesto também contra a pequenez humana. Segue abaixo uma amostra do que lhes digo pra que possam ter noção ampliada desta observação que coloquei aqui.





ode de ódio

como cantar
de ódio uma ode
se diz dicionário
que é de louvor?
como, se não,
louvando o ódio,
sentimento e dor
antilouvação?
como cantar
ao ódio ode,
se não louvando
o inconformismo,
que nos incomoda
que nos impele
a ousar abismo
como água de roda?
como não cantar
ode ao ódio,
se ele é a força
que desperta,
sentimento que impulsiona,
quando a situação
não está certa?
é ele que revoluciona
que quebra a inércia
dos acomodados.
ode ao ódio
que irmana indignados,
que faz nascer,
no coração da luta,
amor de irmão
por quem combate ao lado


Porto Alegre, 5 de novembro de 2011


Em “de(s)amor”o poeta nos traz uma gama de louvores a figura feminina e deixa transparecer toda a sua emotividade, sem as intempéries adocicadas do romantismo, mas com toda a sensibilidade dos sentimentos masculinos em poemas como: “salve Maria”, “muitas mulheres” e “vida de regra”.
Seguindo em frente encontramos o que o autor chamou de “inquiet(ações)” onde ele reflete sobre distintos temas e que aqui eu destaco a própria forma de se fazer poesia dando-nos a visão particular que ele possui sobre o tema. É quase um auto-retrato por escrito, é quase um grito que se pode ouvir nestas páginas.
Por fim vamos visitar a religiosidade do poeta. De uma forma muito despretensiosa ele nos explana a sua fé, mas também nos leva a viajar por alguma magia, pelas suas fantasias e pela sua espiritualidade, assim mesmo, de um jeito leve, mas sem deixar de ser concreto em “eu e meus mitos”.
É claro que tudo isto não passa de uma observação bem superficial e particular que estou fazendo sobre o todo da obra, é preciso ler seus entremeios para conhecer a fundo e extensão do mérito ou da intenção do autor, por isso recomendo: Se você gosta de poesia, leia esta obra, pois ela nos remete a uma nova esperança na literatura brasileira, especialmente na poesia concreta, pela qual adquiri uma nova simpatia após esta leitura, posto que eu mantinha certa ressalva em relação ao estilo.


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domingo, 15 de outubro de 2017

RESENHA do livro "TESÃO"


O livro TESÃO é uma coletânea de contos e poemas eróticos que foi lançado no ultimo dia 05 pela editora Perse, em uma publicação independente e se encontra á venda no site da editora através do link abaixo:

http://www.perse.com.br/novoprojetoperse/WF2_BookDetails.aspx?filesFolder=N1507196341543


Título TESÃO
Autora: Valentina Wholf
Editora: Perse
N° de pág: 100
Gênero: Literatura erótica

Sobre a autoria:


Valentina Wholf é uma personagem criada pela autora Adriana Campos Marinho para protagonizar os seus contos eróticos, que acabou ganhando vida própria e se tornando um pseudônimo da autora com o qual ela assina esta obra. 


Eu seria suspeita a dar qualquer opinião sobre minha própria obra, por isso, ao invés de falar sobre ela, escolhi postar aqui no Blog o seu prefácio ou a "INTRODUÇÃO" onde há maiores detalhes sobre o que se seguirá no texto, sobre os conceitos gerais abordados e a intenção final do livro. Espero que apreciem e, se se sentirem tentados a leitura integral, adquiram um exemplar impresso ou e-book, depois, digam-me vocês mesmos o que acharam dele.


PRELIMINARES 

 Houve um tempo em que falar sobre sexo era tabu, porque como quase todos os prazeres humanos a religião o taxava como pecado, especialmente para as mulheres. Sexo para elas devia ser sinônimo de reprodução, enquanto para os homens seria uma merecida recompensa pelo seu papel fundamental na sociedade. Mulheres que gostassem de sexo pelo prazer que ele proporciona eram vistas como levianas, indignas de respeito, impróprias para o casamento e muitas terminavam seus dias jogadas em algum cabaré com uma letra escarlate tatuada eternamente em seus corpos profanos. Mas os tempos mudaram, as mulheres se rebelaram, conquistaram seu espaço, seus direitos, sua liberdade e hoje podemos não apenas falar, mas brincar, fantasiar, amar o prazer, nos deleitar com ele e até escrever, inventar ou retratar fantasias indo além na imaginação e viver toda a intensidade que o prazer sexual nos dá de presente, sem medo, sem vergonha, sem inibição, podemos fazê-lo apenas pelo tesão, ou como vulgarmente gostam de dizer os moralistinhas remanescentes: “dar só pra ver o pau entrar”, sim, só para isso, e pelo que sentimos enquanto ele entra. Mas onde fica o amor romântico nisso tudo? É o que você deve estar se perguntado. Bem, ele fica exatamente onde fica o prazer! O amor romântico é um misto de sentimentos, de carinho, de amizade, de admiração, de companheirismo, de lealdade, mas tudo está diretamente condicionado a capacidade do casal de proporcionar o prazer um no outro, pois sem isso o amor romântico se torna amor fraterno e a relação deixa de ser amorosa no sentido emocional da coisa. Os contos neste livro não abordam o amor romântico, pois o objeto de suas narrativas se restringe a tesão em si, como o título já diz, e tem como objetivo demonstrar algumas das infinitas possibilidades de se alcançar o orgasmo, segundo as peculiaridades do ser humano. Em síntese, pode-se dizer que este panorama demonstra ser o prazer sexual algo completamente psicológico e não apenas físico como se concebe a ideia á grosso modo. Já ouvi relatos, por exemplo, de mulheres que só conseguem gozar quando se masturbam, enquanto que, com um parceiro, apesar de sentirem prazer durante o sexo, jamais chegam ao orgasmo, então fiz a todas elas a mesma pergunta: O que acontece de diferente durante a transa com um parceiro e durante a masturbação solitária? E a resposta não poderia ser mais emblemática: Durante a masturbação elas imaginam as coisas que são capazes de excitá-las e isso lhes proporciona o orgasmo. Já com um parceiro, não há tempo, nem concentração o suficiente para se criar estas fantasias na cabeça e se imaginar-se vivendo-as naquele momento, dai a dificuldades em se alcançar o ápice. O que quero transmitir com isso é que, enquanto as fantasias e parafilias e fetiches continuarem sendo vistos como algo anormal, ou como coisa de gente maluca, de gente sexualmente transtornada, vamos continuar tendo uma multidão de pessoas sexualmente insatisfeitas, e uma multidão de famílias sendo desfeitas, de pessoas traídas e abandonadas, uma multidão de pessoas preconceituosas por causa de seus próprios ressentimentos. Pessoas sexualmente frustradas são amargas, infelizes, ranzinzas e moralistas, são elas as primeiras a atirarem pedras na felicidade alheia, as primeiras a propagarem o ódio e a intolerância, e é por este motivo que tratar a sexualidade com mais atenção dando a ela a relevância necessária, pode, com toda certeza, colaborar para uma convivência mais harmoniosa da nossa sociedade. Sobre o amor romântico, neste livro o leitor encontrará alguns poemas nos quais não delimito o espaço entre o amor e o tesão, faço dos dois uma coisa só, inexorável. No entanto, não quero aqui afirmar que o amor romântico seja algo impossível sem o prazer sexual, mas aí meus amigos, encontrar este amor tão sublime, tão divino, tão poderoso, já é coisa de quem nasceu com a bunda virada para lua e isso paira na dimensão dos maiores sonhos do ser humano. Quem alcançar este amor incondicional deve saber que encontrou uma pena das asas dos anjos em sua vida, e eu só teria um conselho a deixar: “DÊ VALOR!” 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

EXCLUSIVA- Entrevista com MARIA JACINTA DE RESENDE BORGES - Autora do romance "OS AMANTES DAS GERAIS"


Bem vindos de novo ao nosso Blog caros leitores!
Hoje estou trazendo para vocês em primeiríssima mão,uma entrevista exclusiva com a nossa mais nova parceira, Maria Jacinta De Resende Borges, autora da obra OS AMANTES DAS GERAIS, aquele romance brasileiro maravilhoso que tivemos a honra de apresentar á vocês na semana passada. Nesta entrevista ela vai nos contar como foi seu ingresso no universo literário, quais são seus próximos projetos e também vai nos deixar valiosos conselhos para quem está começando a carreira de escritor. 
Acompanhe com a gente!


ACESSE O LINK ABAIXO PARA RELEMBRAR A MATÉRIA QUE FIZEMOS SOBRE A AUTORA E SUA OBRA "OS AMANTES DAS GERAIS":

http://www.phalavraria.com/2017/09/os-amantes-das-gerais-de-maria-jacinta.html


EU - Olá Maria Jacinta. É uma honra poder entrevista-la. Quero começar perguntando; em que momento você decidiu se tornar escritora?

JACINTA - Faz muito tempo que eu escrevi, mas só agora decidi que iria publicar meu livro. Comecei a pesquisar na internet e vi que era possível realizar meu sonho, então fui abrindo as portas de um mundo novo para mim.


EU - E de onde surgiu pra você a inspiração desta história?

JACINTA - Essa história é fruto dos casos e "causos" que eu ouvi em minha infância.Minha mente ficou oxigenada com tantas fantasias, que decidi colocar no papel todas aquelas maravilhas.


EU - Você segue algum ritual ou uma rotina em particular para escrever?

JACINTA - Como eu tinha outra profissão e escrevia só nas horas vagas, aproveitava todo tempo livre para compor e escrever a história. Às vezes, surgia alguma idéia interessante quando estava trabalhando, então eu fazia um pequeno rascunho e colocava na bolsa. Quando chegava em casa, eu o acrescentava ao livro.


EU - E a sua escrita tem a influencia de algum autor brasileiro em especial?

JACINTA - Antes de iniciar eu li bastante, autores nacionais e internacionais, mas seria muita presunção afirmar que minha escrita foi influenciada por esse ou aquele autor especificamente. Todos foram fundamentais para o resultado final.


EU - Seu livro é realmente muito original. 
Sobre esse novo mercado editorial, você acha que a dinâmica dos novos formatos de publicação como o e-book e a auto publicação veio a colaborar para a produção literária no Brasil?

JACINTA - Acredito que todas essas novas modalidades vieram para acrescentar e facilitar o acesso do escritor ao mercado editorial. Eu por exemplo, consergui publicar meu livro em edição independente, após pesquisar bastante na internet e vislumbrar que essa possibilidade era real e acessível a uma escritora iniciante.


EU - Quais são seus planos futuros, você pretende continuar escrevendo? Já tem algum novo projeto em vista?

JACINTA - No momento eu estou dedicando-me exclusivamente à divulgação do meu livro Os Amantes das Gerais, mas já tenho um novo projeto sim. Será um livro só de casos e "causos" das Gerais, já estou coletando material. Aproveito a oportunidade para fazer o convite: Quem souber de um caso bem interessante e quiser participar, pode enviar sua história pelo e-mail abaixo, que ele poderá ser narrado no meu próximo livro, e o e-mail é: 

mjacintarb@globo.com

EU - Nossa, que legal!Vou destacar este convite no Blog. 
Jacinta, na sua opinião, quais ingredientes não podem faltar em uma boa história?

JACINTA - Quando pego um livro para ler, gosto de saber quando e onde se passa aquela história.Procuro esses itens na sinopse e acho que eles são imprescindíveis. Personagens bem construídos também são importantes. Enfim, a história tem que ter uma boa dose de emoção, ser atrativa , interessante e conquistar a atenção do leitor.


EU - Concordo. 
Que conselho você daria para os autores iniciantes que estão começando a trilhar o caminho desta profissão?

JACINTA - Nunca desistam de seus sonhos, cuidem de todos os detalhes com muita atenção, leiam várias vezes os originais, procurem um bom revisor, e encarem todos os desafios com muito profissionalismo.


EU - São ótimos conselhos realmente. 
E agora para terminar, fale-nos um pouco sobre a obra "Os Amantes Das Gerais". O que o leitor pode esperar deste livro? Como você se sente tendo realizado o sonho de publicá-lo, e onde podemos adquiri-lo?

JACINTA - Bem, eu ousei comparar Théo e Matilde, Os Amantes das Gerais, com Romeu e Julieta, Os Amantes de Verona.Meu sonho é conseguir transmitir essa história ao maior número de pessoas possível. Como é uma edição independente, para adquiri-lo basta acessar o site e fazer o pedido

ADQUIRA SEU EXEMPLAR NO LINK  ABAIXO:



 Para maiores informações:


FANPAGE FACEBOOK:


Estarei sempre à disposição do leitor. Muito obrigada.


EU - Eu é que agradeço sua disponibilidade em nos responder a esta entrevista. Foi muito bom poder apresentá-la aos nossos leitores. Adorei suas respostas e vamos estar sempre acompanhando sua obra e a sua carreira.

domingo, 3 de setembro de 2017

OS AMANTES DAS GERAIS de MARIA JACINTA DE RESENDE BORGES






SOBRE A AUTORA:




Escritora mineira lança o livro OS AMANTES DAS GERAIS

Maria Jacinta de Resende Borges nasceu em  Perdizes, MG e passou sua infância e juventude em Uberaba,MG, onde iniciou sua profissão de professora, no Grupo Escolar Jacques Gonçalves.
Atualmente mora em Sertãozinho, SP. É diretora de escola aposentada.
Lançou no dia 09/03/2017 seu primeiro livro, o romance OS AMANTES DAS GERAIS.
A história se passa em Perdizes e abrange o Triângulo Mineiro  e o Alto Paranaíba. É matizada com casos pitorescos da região e leves pinceladas históricas das Alterosas.
O livro foi publicado em edição independente e não se encontra a venda em livrarias.
Para adquiri-lo basta acessar o site: 

ACESSE A ENTREVISTA EXCLUSIVA DA AUTORA PARA O BLOG NO LINK ABAIXO

http://www.phalavraria.com/2017/09/exclusiva-entrevista-com-maria-jacinta.html

www.osamantesdasgerais.com.br

Maiores informações: 

mjacintarb@globo.com

(16) 993832929



CONSIDERAÇÕES PESSOAIS SOBRE O LIVRO:

Os amantes Das gerais
 
Uma história digna dos melhores romances já conhecidos na literatura brasileira, mas com o punho original desta autora que me trouxe a sensação de alma lavada. Eu que me preocupava com a forte inclinação da nova literatura ao engrandecimento de culturas estrangeiras em livros sempre ambientados em outros países, pude respirar aliviada ao encontrar nesta obra enfim a nossa história, a nossa cultura, o nosso tempero, que além do desenho imaginativo ser (no meu conceito) algo muito mais atraente, também vem a contribuir para a difusão da história e da diversidade cultural do Brasil. Amigos, sinceramente, para quem também sente esta carência de uma nova literatura genuinamente brasileira, como fizeram os nossos grandes mestres no passado, aconselho veementemente que leiam esta obra, OS AMANTES DAS GERAIS é um livro que tem tudo para figurar futuramente entre nossos clássicos mais adorados.
O romance de Théo e Matilde vem a nos contar como era formada a moral da sociedade mineira no início do século XX e como, no seio das famílias, essa concepção deturpada dos valores, podia influenciar vidas e produzir dores e barreiras para a felicidade dos seus. Uma história contada ao sabor de uma mineira talentosíssima, com a propriedade de quem tem a capacidade intelectual, a sensibilidade e a genialidade de uma grande romancista.



ADQUIRA A OBRA NO LINK ABAIXO:



terça-feira, 29 de agosto de 2017

DEPOIS DA TEMPESTADE E A TRILOGIA "DEPOIS" DE CARLA DE SÁ




Olá meus caros. Estive um pouco afastada das atividades do Blog por motivo de força maior, mas estamos voltando com toda pilha para trazer a vocês "o que há" no universo literário da atualidade.
Hoje trago novamente uma das nossas primeiras parceiras do PHALAVRARIA com seus novos trabalhos recém lançados no mercado editorial. Ela é CARLA DE SÁ uma das romancistas mais produtivas e brilhantes de que temos notícia nos últimos tempos e que agora nos presenteia com uma trilogia de tirar o fôlego. Acompanhe á baixo as resenhas de cada título, um resumo sobre a autora, e encontre também os acessos para adquirir suas obras.


A AUTORA

Durante a restauração de uma mansão vitoriana nas costas da Cornualha, Inglaterra, Victoria Eaton descobre acidentalmente uma caixa de madeira no piso do sótão. Abri-la foi como abrir uma cápsula do tempo: Entre os tesouros ali colocados, um diário datado de 1840 a cativou totalmente.
 As palavras de James Michael Andrew, Nono Duque de Winkleigh, trarão à tona um dos mais incríveis períodos vividos pela Inglaterra: A Era Vitoriana.
Sua vida, suas paixões, alegrias e sofrimentos serão desvendados aos poucos pela restauradora, até descobrir que ambos compartilham dos mesmos segredos dolorosos.
 Até onde um diário do Século XIX pode modificar o destino de uma pessoa?


Considerações pessoais:

O que sempre me impressiona nos livros da Carla é a propriedade com que ela discorre seus temas demonstrando sempre um profundo conhecimento acerca dos elementos trabalhados nas suas histórias e a maneira como ela consegue nos manter atentos e empolgados com a leitura, neste livro não é diferente.A qualidade da sua narrativa e a intensidade com que ela nos passa as emoções vividas pelas personagens nos fazem viajar realmente pelo universo que ela elabora de maneira maestral. Super recomendo esta leitura, assim como a de todos os títulos de sua autoria. 



Depois do Arco-Íris

Em ‘Depois da Tempestade’, Victoria Eaton se desespera ao perder as últimas páginas do diário de James Michael Andrew, o Nono Duque de Winkleigh e fica sem saber o que aconteceu após os trágicos acontecimentos que o atingiram.
    O que Victoria sequer imaginaria, seria o fato do novo residente do antigo farol encontrar um segundo diário que por si só desvendaria de vez o futuro do infeliz Duque.
    Terá James superado a dor que o martirizava, mostrando que sempre vale à pena recomeçar?
    Palavras escritas há 176 anos serão o suficiente para modificar o destino de não só uma pessoa, mas de duas?
    Depois do Arco-Íris é o desfecho da caminhada de James e Victoria em dois séculos completamente diferentes; um convite à reflexão sobre o que nos é importante da vida; suas dores, alegrias, como nos afetam e quando devemos reagir a elas.




(capa provisória)​
Depois da Escuridão

Keiran O’Malley, valete do Duque de Winkleigh sofreu pelas vítimas da Grande Fome que assolou a Irlanda no Século XIX, aflito pelo destino incerto dos seus.
            Esse livro conta a trajetória da família O’Malley, suas tristezas e desventuras tentando sobreviver com dignidade a uma terra devastada, a miséria, a fome e ao desespero, até ser resgatada pelas mãos caridosas do Duque e principalmente sobre a coragem de um povo que não perdeu a alegria em meio a escuridão.


ESPERO QUE VOCÊS TENHAM GOSTADO DESSA DICA E QUE PRESTIGIEM A NOSSA AUTORA QUANDO FOREM ESCOLHER UM BOM LIVRO PARA LER.