segunda-feira, 25 de abril de 2016

QUANDO PARAMOS DE VER EM DEUS O CULPADO POR NOSSOS PROBLEMAS, COMEÇAMOS A VER NELE UM ALIADO PARA NOS AJUDAR A RESOLVÊ-LOS.


Quantos tipos de veneno nos intoxicam diariamente? Enquanto conversamos, rimos, trabalhamos, eles estão lá, correndo em nossas veias, em nossos subconscientes, congestionando nossos corações.
Solidão, desamor, falta de dinheiro, desentendimento familiar, insatisfação com o emprego, preocupação com nossos filhos, problemas de saúde, dívidas, e por ai vai. O que não falta nunca é motivo pra que a gente perca a nossa paz de espírito, quando resolvemos uma coisa, não demora pra surgir outra, e outra, nos mantendo constantemente em uma freqüência de energias negativas, que não nos permitem alcançar o sossego ou a felicidade.
Conheço muitas pessoas que já desistiram até mesmo de acreditar em Deus, ou em qualquer coisa em que pudessem manter a fé, por viverem constantemente pressionadas em situações que as atormentam. Parece que existe uma correnteza de má sorte que teima em carregá-las por caminhos de fracasso e de sofrimento. Eu mesmo posso dizer que, dessa ótica, sou uma destas pessoas, minha vida toda até aqui foi um mar de desilusões, erros e sofrimentos, que poderiam ter me transformado em uma pessoa totalmente descrente de tudo, mas, por alguma razão estou aqui agora para dizer que escolhi ver as coisas de outra ótica e estou encontrando dentro de mim uma nova fonte de paz, uma espécie de antídoto para o veneno que quase matou meu espírito, como está neste momento, tentando fazer com o de milhares de pessoas, por isso, gostaria de compartilhar minha experiência. Na verdade, ainda não sei bem o que me motivou a escrever sobre isso, apenas senti em minha alma esse desejo, como sou boa com a escrita, decidi usar esse instrumento, acredito que a vida só vale à pena quando estendemos a mão para o próximo e essa é a minha maneira de ajudar a quem precise de uma palavra amiga.
Não sou nenhum tipo de religiosa, psicóloga ou autoridade no assunto, sou apenas uma pessoa comum que está conseguindo aguentar firme uma das piores fases de sua vida, sem perder a essência da fé. Não a fé em uma religião específica, em um “Deus” pré-estabelecido, mas a fé em um Deus que é todos, e nenhum ao mesmo tempo, a fé na força da fé e que pode carregar o nome que queira cada um de nós desde que exista, seja verdadeira e que saia da dimensão da teoria para ser vivida na pratica, em nossas mentes e em nossos corações.
Amigos, eu não estou aqui para dizer a vocês que quando tiverem fé, tudo em suas vidas vai se resolver como num passe de mágicas, muito menos que suas almas vão angariar um espaço no céu depois da morte, eu não sou ninguém para dizer isso, na verdade, até a poucos dias, eu sequer parava pra pensar direito em espiritualidade, minha crença se resumia á saber que existe um mundo espiritual, um pouco de conhecimento sobre diversas religiões e a orações de momento, normalmente, aqueles desesperados, onde não se tem mais forças pra lutar e nem a quem recorrer, então, não interpretem esse texto como um dos milhares que a gente lê por ai, com regras básicas de como praticar uma religião, ou como a fé vai trabalhar em suas vidas, porque eu não sei dizer, o que posso e quero lhes falar é que está tudo dentro de nós, o conhecimento do universo, o segredo da felicidade, tudo está dentro de nós e vou tentar explicar-me da forma mais clara possível.
Em grande parte, a fonte dos nossos problemas está em nossas próprias fraquezas. Problemas financeiros não existiriam se não tivéssemos uma ambição maior do que nossa capacidade de ganhar dinheiro, se nossa humildade fosse maior que nosso orgulho, não ter bens materiais como as outras pessoas não nos causaria a sensação de fracasso ou de humilhação, não nos faria sentir diminuídos, ou envergonhados, nem teríamos de suportar situações ou pessoas que nos desagradam em nome do dinheiro, então, se ganhássemos o suficiente para viver já estaríamos satisfeitos.
Problemas de saúde são um pouco mais complicados, porque podem tirar nossa qualidade de vida, mas se acreditássemos de fato na espiritualidade, no mundo espiritual e em Deus, saberíamos com toda certeza que a morte nada mais é que uma passagem para a verdadeira realidade eterna e isso seria até um bem, visto que a vida dos encarnados é tão penosa.
Problemas sentimentais seriam facilmente superados se muitas das vezes não fosse nosso ego ferido, ou nossa dependência psicológica daquela pessoa, nosso apego carnal que nos hipnotiza na ideia de tê-la por perto e nos amarra a necessidade da presença física, o que é incompatível com o verdadeiro amor, porque o amor é um sentimento, e pode-se perfeitamente continuar amando alguém sem estar no convívio diário com ela. A saudade? Bem, essa a gente mata com um abraço e abraços, a gente pode dar em amigos, logo, apenas a amizade da pessoa amada já deveria ser o suficiente para nos fazer felizes.
Eu poderia citar aqui muitos exemplos de como nós nos escravizamos por nossas próprias fraquezas, de como nos fazemos infelizes por ter uma visão turva do mundo, vivemos idéias pré-concebidos que nos foram impostas pela sociedade, pela cultura de valores distorcidos e mal nos damos conta do quanto nossas dores chegam a ser banais se vistas de outra ótica. Uma pessoa é capaz de jurar que acredita em Deus, mas se acaso chegar á hora de um filho deixar a carne para voltar ao mundo espiritual ela sente como se estivesse sendo escalpelada pela perda daquele filho amado, isso é a prova de que sua fé é superficial, esta pessoa jura ser espiritualista, mas não aceita que seu filho é um espírito que deixou a matéria, seu apego a presença física dele é a pior de todas as dores.
Uma pessoas é capaz de jurar que não é influenciada pelo consumismo, que não se importa com status social, que não liga para a opinião dos outros, mas vende seu automóvel velho, mesmo que funcione muito bem, para se endividar comprando um carro novo e bonito, ainda que isso vá engolir metade do sua renda familiar.
Uma pessoa é capaz de jurar que sente amor verdadeiro por outra, mas a quer do seu lado de qualquer maneira, ainda que isso não seja o que a outra pessoa quer e não consegue ficar feliz por seu ser amado estar feliz ao lado de outro alguém.
Só nessas três questões acho que já dá pra gente ter uma pequena amostra de que, em grande parte, a fonte da nossa infelicidade está em nós mesmos, e seguindo por esse raciocínio, o contrario também é verdade, a fonte da nossa felicidade também está em nós. Não há injustiça de Deus nos tirando para cristo quando nós mesmos é que criamos nossas mazelas e quando sabemos como corrigi-las.
Não estou dizendo aqui que a gente não deve ter ambições, que não deve lutar para ter ao nosso lado a pessoa que amamos, ou que devemos ficar felizes quando perdemos um ente querido, mas deveríamos sim, pensar sobre isso. Ou acreditamos na espiritualidade e em Deus, ou não acreditamos, ou procuramos fazer apenas o que nos faz feliz ou vivemos de acordo com as regras da sociedade, ou amamos o amor verdadeiro, ou admitamos que o que nos move são paixões carnais que dependem da relação física para se satisfazerem, o que não podemos é continuar fingindo para nós mesmos que somos pessoas tão boas, tão crentes, tão livres, tão verdadeiras e nos sentindo injustiçados por Deus. Acredito que este seja um primeiro passo para vencermos nossa descrença, olhando para nós mesmos com verdade, e parando de culpar aos céus por nossas culpas. Quando paramos de ver em Deus o culpado por nossos problemas, começamos a ver nele um aliados para nos ajudar a resolvê-los.

Continua na próxima postagem.