sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

CORAÇÕES ANALÓGICOS




Eu queria andar
sobre as brasas do esmero,
e tocando as palavras
em um pensamento digital,
encontrar nossa essência perdida
nessa máquina excêntrica 
de vazio surreal. 
E se moldando as palavras 
eu encontrasse o caminho,
das antigas estradas
nos novos mapas tecnológicos,
em um poema bem simples
eu transmitiria o carinho
de que tanto têm falta
os corações analógicos.
Mas se, enfim, nos detivermos
a solidão trazida pela nova era,
e manter-se assim a distancia 
tão elegante, tão pós-moderna,
vamos vivendo de sonhos
e de esperanças,
que é tão antigo,
quanto o calor do corpo,
pela tela fria, substituído.

Adriana Campos Marinho

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