sábado, 31 de dezembro de 2016

EMOCIONÓLATRA ( ou, mulheres que amam de mais anônomas




Eu não sei amar aquele amor pacífico,
cujas asas dos anjos carregam leve,
como plumas ou artífices reconfortantes,
que é como doses cavalares de calmantes
a rasgar sorrisos macios no rosto amante.
Como o leite materno está para o intolerante,
o amor em mim é um turbilhão
de ventos fulminantes
que ecoam nos confins da alma,
num grito insuportável
e ainda mais selvagem
que as feras escolhidas do espírito
para libertar seus instintos animais.
Por isso, eu só não sei amar,
e nada mais tenho a declarar
que te faça vir em minha defesa,
ou dessa vida avulsa á chama do amor acesa
eu possa receber o indulto,
á solidão em mim intrínseca.