sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

BRASIL




Andas fugido
pelas ilhotas dos teus emaranhados,
nunca assim tão despido de pudores,
sente-se pelado.
Nestas alcovas por onde se enfronhas
procuras alívio,
um Q, que talvez lhe diga,
“ainda sois altivo!”.
Quer bebericar novamente
no seio da mãe gentil,
o leite do orgulho farto,
de um tempo Brasil baronil.
Mais vejas, quanta anedota
 em tão pouca crença desterra,
Vilões de todo argumento,
teu nome lambuza e te enterra.
Sois fraco agora ó Brasil,
deitado nos braços do povo,
Veras teu sangue de anil,
tingido em vermelho de novo.
E quanta enfronhada garganta,
engoli a seco outro choro
E quanta batalha vencida,
agora não valha o seu ouro.
Teremos de braços erguidos,
assaltos, ungidos na lei,
pra quem reclamar já não temos,
e o que faremos, não sei.