domingo, 18 de fevereiro de 2018

VERSA- Renato de Mattos Motta


Olá pessoas. Hoje estamos retomando as atividades do Blog, vamos ter por aqui muitas novidades, novas parcerias, matérias sobre assuntos diversos, novos contos, crônicas e é claro, muita poesia boa. Lembrando que este é um espaço de apoio à literatura nacional, especialmente a novos autores e que estamos sempre abertos a quem queira juntar-se a nós, seja prestigiando-nos com sua leitura ou nos trazendo seu trabalho para divulgação. E para começar o ano de 2018 com o pé direito, trago a vocês a primeira resenha de um livro de poesia. Então vamos a ela?




TÍTULO: Versa

AUTOR: Renato de Mattos Motta

GÊNERO: Poesia

Nº DE PÁG: 108




SOBRE O AUTOR



Renato de Mattos Motta nasceu e vive em Porto Alegre. É publicitário, poeta, artista plástico e quadrinista, além de já ter trabalhado em teatro. Foi 2º lugar em Conto no I Concurso Mario Quintana de Literatura DCE/ADUNISINOS; publicou “Pau de Poemas”, álbum de xilogravuras com poemas; “Os Cantos da Carochinha”, histórias infantis recontadas em verso e ilustradas em xilogravura; “Salamanca”, adaptação em quadrinhos de J. S. Lopes Neto; o pornopoema “Virtude Virtual”; além de uma coleção de fotopoemas e da “Coleção Fogo do Verbo” – caixas de fósforos com poemas. Participou como apoiador além de realizar leituras e oficinas nos festivais Porto Poesia e Porto Alegre dá Poesia. Juntamente com Michelle Hernandes coordena o Grupo Gente de Palavra, que mensalmente faz um sarau em Porto Alegre e edita a revista de mesmo nome.




SOBRE O LIVRO:









Fosse uma música, talvez eu pudesse dividir esta obra em quatro tons distintos, porém harmônicos, conforme o autor dividiu suas temáticas. A poesia concreta de Renato Mattos Motta vai além do cimento a que costumeiramente encontramos neste gênero, ele consegue de uma forma muito peculiar, humanizar nossas desumanidades e até mecanizar nossas fragilidades. Em ”cidad (ea (gonia” Renato nos traz seu protesto, não apenas  contra o sistema social, mas, no que pude pressentir em toda a extensão da sua fúria poética, um protesto também contra a pequenez humana. Segue abaixo uma amostra do que lhes digo pra que possam ter noção ampliada desta observação que coloquei aqui.





ode de ódio

como cantar
de ódio uma ode
se diz dicionário
que é de louvor?
como, se não,
louvando o ódio,
sentimento e dor
antilouvação?
como cantar
ao ódio ode,
se não louvando
o inconformismo,
que nos incomoda
que nos impele
a ousar abismo
como água de roda?
como não cantar
ode ao ódio,
se ele é a força
que desperta,
sentimento que impulsiona,
quando a situação
não está certa?
é ele que revoluciona
que quebra a inércia
dos acomodados.
ode ao ódio
que irmana indignados,
que faz nascer,
no coração da luta,
amor de irmão
por quem combate ao lado


Porto Alegre, 5 de novembro de 2011


Em “de(s)amor”o poeta nos traz uma gama de louvores a figura feminina e deixa transparecer toda a sua emotividade, sem as intempéries adocicadas do romantismo, mas com toda a sensibilidade dos sentimentos masculinos em poemas como: “salve Maria”, “muitas mulheres” e “vida de regra”.
Seguindo em frente encontramos o que o autor chamou de “inquiet(ações)” onde ele reflete sobre distintos temas e que aqui eu destaco a própria forma de se fazer poesia dando-nos a visão particular que ele possui sobre o tema. É quase um auto-retrato por escrito, é quase um grito que se pode ouvir nestas páginas.
Por fim vamos visitar a religiosidade do poeta. De uma forma muito despretensiosa ele nos explana a sua fé, mas também nos leva a viajar por alguma magia, pelas suas fantasias e pela sua espiritualidade, assim mesmo, de um jeito leve, mas sem deixar de ser concreto em “eu e meus mitos”.
É claro que tudo isto não passa de uma observação bem superficial e particular que estou fazendo sobre o todo da obra, é preciso ler seus entremeios para conhecer a fundo e extensão do mérito ou da intenção do autor, por isso recomendo: Se você gosta de poesia, leia esta obra, pois ela nos remete a uma nova esperança na literatura brasileira, especialmente na poesia concreta, pela qual adquiri uma nova simpatia após esta leitura, posto que eu mantinha certa ressalva em relação ao estilo.


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